Tuesday, February 07, 2006

PORTA OBLÍQUA

Entro
Saio
Esmoreço
eEsqueço,
É hora
Agora de dizer...
O já dito subscrito em diagonal...
Nada me resta...
A aresta que me arranha
Os dedos indefesos
Foi cortada e deixada na entrada,
A mente distrai-se
Penso
Em quem tu és,
Duvido...
Os passos já me cansam
Sorrio e quem sorri é outra,
A porta abre-se e eu nao estou
Para ti,
Obliquamente trespasso a carne
e a madeira apodrecida range nos gonzos
E tu já és tarde
Quando me dizes
Olá...
Barcelona 31-01-05

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