Tuesday, February 07, 2006

ET OMNIA

É tudo...

Este é
O fim
Do diálogo entrecortado por...
As palavras tuas que não chegam
Ou
Eu que não entendo!
Tento chegar
Ao espaço que te cabe
E páro na entrada
Da porta fechada,
Fechas a porta
E não sorris
Sinto-o como
Fim
De nós dois
Que não existem
Nem no espaço nem no tempo,
O vento varre o pensamento
Sujo de poeira saudosista.
Insisto que somos amantes
E desisto no trajecto
Inverto a marcha,
Não quero nada de ti
Mas tudo desejo.
Despejo a fantasia,
Vazia
A alma
Quase ao limite,
Não me penses, vive-me!
Sente-me!
Abandona-me na escadarei da igreja,
Assim seja...
Assim seja...
Volto para ti mais tarde,
Agora
fecho o pensamento
E sem alento
Me levanto,
Sinto tanto...
Tanto...
Não sei quem tu és!
Invento-te
Lamento-te
Mendigo-te
Maldigo-te
Mas no fim
o som da tua voz
Regressa
E eu presa
Não consigo
Levantar a mão
No cais da partida...
Quebra-se o encanto
Sinto-o,
Tu não me és nada
Mas tudo... tudo... tudo...
Tudo o faço é sentir
Que és
O outro lado de mim...


Barcelona , 28/01/06

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