A estrutura metálica do cais range nos eixos,
E o verso e convexo da alma ancorada
geme num monólogo infindo.
Soergo a faixa direita da nádega no eixo horizontal em que me sento
E o sustento do corpo
é feito na suspensão
De cada asa...
Ergo a lança ferrosa
E sou Quixote em ilusão
E do nível do chão me ergo uma vez mais,
Olhando para o cais agora
Desde há mais de uma hora
o monólogo acabou,
Entra no cais o barco e em pensamento
Parto para lá do Índico
e sismo ...
MEDIO CULO EN EL ABISMO
Janeiro de 2009
Monday, January 05, 2009
Thursday, May 17, 2007
SENTIDOS
Os sentidos
que no desejo nos deixam combalidos
me trazem
a pátria
que encontrei em ti...
A minha vida não tem cerca
espalha-se
multiplica-se...
Contigo caminho...
caminho...
O sol arde na pele,
o suor escorre da fronte
e o horizonte ao longe cada vez mais largo,
trago-te no peito
com teus feitiços
e sonhos...
Depois do amanheçer espero voltar para ti.
que no desejo nos deixam combalidos
me trazem
a pátria
que encontrei em ti...
A minha vida não tem cerca
espalha-se
multiplica-se...
Contigo caminho...
caminho...
O sol arde na pele,
o suor escorre da fronte
e o horizonte ao longe cada vez mais largo,
trago-te no peito
com teus feitiços
e sonhos...
Depois do amanheçer espero voltar para ti.
Lisboa 17 de Maio de 2007
Friday, January 12, 2007
CHIMOKO
A confusão entra em mim
como fantasma,
ensinas-me palavras
enfeitiçadas
e danças no terreiro
como feitiçeiro alado,
Contas-me estórias
de curandeiros
e de bruxas,
e ao despertar
esqueçes
que na noite
os tambores soavam num
chimoko nostálgico,
mas nada ... nada traziam
e sem mais o tempo das chuvas voltou.
Barcelona 12 de janeiro de 2007
como fantasma,
ensinas-me palavras
enfeitiçadas
e danças no terreiro
como feitiçeiro alado,
Contas-me estórias
de curandeiros
e de bruxas,
e ao despertar
esqueçes
que na noite
os tambores soavam num
chimoko nostálgico,
mas nada ... nada traziam
e sem mais o tempo das chuvas voltou.
Barcelona 12 de janeiro de 2007
Wednesday, January 10, 2007
A Memória
A memória se resvala
e subitamente
vejo-te no impossível
do espaço e do tempo.
Fomos amantes
e por instantes esquecemos a nossa condiçao
de pedintes...
O espaço nos separa
e o tempo desampara a esperança nascente...
Por fim,
Dizes que esperas por mim
no Índico
e eu em atlânticas águas me entristeço,
reconheço a impossibilidade,
mas
enquanto a saudade nos moldar os coraçoes
somos unos
eu e tu
e
na réstia de esperança que nos resta
vivamos ...
Agora só quero ouvir de novo a tua voz...
Barcelona 10 de Janeiro de 2007
e subitamente
vejo-te no impossível
do espaço e do tempo.
Fomos amantes
e por instantes esquecemos a nossa condiçao
de pedintes...
O espaço nos separa
e o tempo desampara a esperança nascente...
Por fim,
Dizes que esperas por mim
no Índico
e eu em atlânticas águas me entristeço,
reconheço a impossibilidade,
mas
enquanto a saudade nos moldar os coraçoes
somos unos
eu e tu
e
na réstia de esperança que nos resta
vivamos ...
Agora só quero ouvir de novo a tua voz...
Barcelona 10 de Janeiro de 2007
Monday, January 08, 2007
AD INFINITUM
Para Mula
Amo cada gesto casual que o silêncio não perturba,
amo-te até te sonhar de olhos abertos
nos incertos momentos que nos cercam
Amo-te assim como és sem nadas nem porquês
E até te amo quando não estás
Porque
No vazio da cadeira onde te sentas
Sinto que já te pertenço de alma e coração.
Sinto que não é em vão amar-te assim
Porque
O tempo é breve e no amanhã terei que te dizer adeus.
Lamego, 15 de Dezembro de 2006
Friday, June 16, 2006
Sede de Significação
Tento chegar
ao centro de minha significação,
e em vão ...
Vou ruminando
o sentido do texto.
Deixo que me abraçes e
por momentos sou quem me invento.
Sou Maria e Mariana e sou...
Simão me espera do lado de lá,
Por isso parto
e desperta
me embrenho
na tua significaçao...
16 de junho de 2006
ao centro de minha significação,
e em vão ...
Vou ruminando
o sentido do texto.
Deixo que me abraçes e
por momentos sou quem me invento.
Sou Maria e Mariana e sou...
Simão me espera do lado de lá,
Por isso parto
e desperta
me embrenho
na tua significaçao...
16 de junho de 2006
O TOJO
Invento-me
e escamo-me
em invertebrados trejeitos,
A terra de minha nascença é-me agreste,
Puseste-me no mundo,oh terra!
Terra que te lavaram em socalcos
e descalços teus meninos vês partir!
Oh terra! Que nada me és!
Piso-te com pés enfeitiçados
e curvados meus sentidos
te renegam!
Fizeste-me trabalhar como escrava
Dobrada, curavada
Nem lio ou condão me deterão!
Atravesso o estio de teus passos,
Arremesso os sentidos
e
quando sinto que nada me és
A saudade maldita
me derrota a teus pés!
16 de junho de 2006
Tuesday, June 13, 2006
Fractura ou o Deserto dos Heróis
O pensamento desagua
em mar morto,
Reviro e
revolto o ser
porque me entristeçe
o entardeçer...
Estrangulo
em ópio
o ócio de
de me sentir oca...
Atravesso o deserto
e ácido o desejo
é
despejado
como fardo
algemado
ao cárcer .
Negra a pele
de quem nasce diferente
e indiferente
do outro lado
ao trono sobe o conquistador!!
É oiro
É prata e
baratos
são
os despojos
com que se arrojam
os asnos
do passado...
Ao mar se fizeram os homens
e parados no Pacífico
ficaram petrificados
com as naus
à banda...
Abandonados ao destino
ficaram
os outros
do lado de lá!
E agora
dão-lhe esmola
porque o pobre pede...
13 de Junho de 2006
em mar morto,
Reviro e
revolto o ser
porque me entristeçe
o entardeçer...
Estrangulo
em ópio
o ócio de
de me sentir oca...
Atravesso o deserto
e ácido o desejo
é
despejado
como fardo
algemado
ao cárcer .
Negra a pele
de quem nasce diferente
e indiferente
do outro lado
ao trono sobe o conquistador!!
É oiro
É prata e
baratos
são
os despojos
com que se arrojam
os asnos
do passado...
Ao mar se fizeram os homens
e parados no Pacífico
ficaram petrificados
com as naus
à banda...
Abandonados ao destino
ficaram
os outros
do lado de lá!
E agora
dão-lhe esmola
porque o pobre pede...
13 de Junho de 2006
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