A confusão entra em mim
como fantasma,
ensinas-me palavras
enfeitiçadas
e danças no terreiro
como feitiçeiro alado,
Contas-me estórias
de curandeiros
e de bruxas,
e ao despertar
esqueçes
que na noite
os tambores soavam num
chimoko nostálgico,
mas nada ... nada traziam
e sem mais o tempo das chuvas voltou.
Barcelona 12 de janeiro de 2007
Friday, January 12, 2007
Wednesday, January 10, 2007
A Memória
A memória se resvala
e subitamente
vejo-te no impossível
do espaço e do tempo.
Fomos amantes
e por instantes esquecemos a nossa condiçao
de pedintes...
O espaço nos separa
e o tempo desampara a esperança nascente...
Por fim,
Dizes que esperas por mim
no Índico
e eu em atlânticas águas me entristeço,
reconheço a impossibilidade,
mas
enquanto a saudade nos moldar os coraçoes
somos unos
eu e tu
e
na réstia de esperança que nos resta
vivamos ...
Agora só quero ouvir de novo a tua voz...
Barcelona 10 de Janeiro de 2007
e subitamente
vejo-te no impossível
do espaço e do tempo.
Fomos amantes
e por instantes esquecemos a nossa condiçao
de pedintes...
O espaço nos separa
e o tempo desampara a esperança nascente...
Por fim,
Dizes que esperas por mim
no Índico
e eu em atlânticas águas me entristeço,
reconheço a impossibilidade,
mas
enquanto a saudade nos moldar os coraçoes
somos unos
eu e tu
e
na réstia de esperança que nos resta
vivamos ...
Agora só quero ouvir de novo a tua voz...
Barcelona 10 de Janeiro de 2007
Monday, January 08, 2007
AD INFINITUM
Para Mula
Amo cada gesto casual que o silêncio não perturba,
amo-te até te sonhar de olhos abertos
nos incertos momentos que nos cercam
Amo-te assim como és sem nadas nem porquês
E até te amo quando não estás
Porque
No vazio da cadeira onde te sentas
Sinto que já te pertenço de alma e coração.
Sinto que não é em vão amar-te assim
Porque
O tempo é breve e no amanhã terei que te dizer adeus.
Lamego, 15 de Dezembro de 2006
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