A Crência
De quem espera
o nada
vir
Assim... já nao és
Já não sou
e a fome que me mata
farta a dor;
Nem a velhice dos anos
nos junta
ou alimenta de enganos...
Já partiste há quanto tempo!
E eu no invisível
me passeio...
Dormito nos teus braços
sem nada te dizer,
Abomino o pretérito!
O presente não me afaga e...
e desejo... desejo...
Que no sonho o degredo seja uno...
- M !Quem és tu?
- Eu sou a marca de todos os desertos,
sou os pés que pisam trilhos incertos,
sou o teu alimento,
sou o alento do vazio que te cerca,
sou não sendo
mas sabendo
que...
um dia voltarás
para
dizer
que a Musa morreu...
Barcelona 4 de Maio de 2006
Thursday, May 04, 2006
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